A literatura como caminho para humanização e reinserção social das pessoas privadas de liberdade

Autores

  • Vikram Pelegrini Rodrigues
  • Maria Beatriz Gameiro Cordeiro

Palavras-chave:

leitura, literatura, humanizaç˜ao, pessoas privadas de liberdade.

Resumo

Este relato de experiência socializa ações desenvolvidas no projeto de extensão intitulado “A literatura como caminho para humanização e reinserção social das pessoas privadas de liberdade” e reflete sobre seus resultados. Destinado a um grupo de Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) do Centro de Detenção Provisória de Pontal (CDP), seus objetivos principais foram: incentivar a leitura do grupo participante para a remição de pena e aprimorar a formação inicial de estudantes de Licenciatura em Letras do IFSP, Campus Sertãozinho. O embasamento teórico fundamentou-se em Candido (2000), que compreende a Literatura como um direito inalienável e uma ferramenta para a humanização, a qual, por sua vez, colabora para o autoconhecimento, a autocrítica e a emancipação. Em relação à metodologia, trata-se de um projeto de caráter teórico-prático, pois envolveu pesquisa bibliográfica, leitura e análise de obras literárias, preparação de material didático para realização das mediações de leitura, correção dos relatórios de leitura, entre outras ações que envolveram o estudo, a investigação e a produção de conhecimento. O caráter prático revela-se nas ações desenvolvidas, como as visitas periódicas à penitenciária para discussão e reflexão das obras literárias, a aplicação das checagens de leitura e sua validação. O projeto mostrou-se extremamente relevante para todos os envolvidos, uma vez que possibilitou aos discentes a prática da cidadania e da responsabilidade social, intensificando seu desenvolvimento acadêmico e aprofundando seus conhecimentos teórico-práticos. Seus resultados indicaram, ainda, que as PPL se motivaram a ler, a discutir, a refletir sobre as obras e a aprender como se escreve uma resenha e um relatório de leitura. Sugerem, por fim, que o projeto foi capaz de despertar solidariedade e promover empatia entre todos os participantes, além de fomentar um diálogo sobre questões sociais, humanísticas e experiências de vida, interferindo diretamente em sua autopercepção, compreendendo-se então como sujeitos componentes do corpo social.

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Publicado

2026-03-13